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Covid-19 volta a crescer no mundo e acende alerta no Rio Grande do Sul

O aumento do número de casos de Covid-19 que acontecem na Ásia, EUA e Europa acendeu o alerta no Brasil e no Rio Grande do Sul. Especialistas analisam com cautela o fenômeno em outros continentes. Para o médico e professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina, Jair Ferreira, ainda é cedo para uma avaliação. “A Europa está com números preocupantes, mas não se sabe quais serão os efeitos desta cepa aqui”,observa. Ele ainda ressalta que o vírus ainda é muito novo e acha que a vacina contra a doença possa entrar no calendário regular de vacinação.

O mestre e doutor em Epidemiologia pela Ufrgs, Paulo Petry também considera ponderação antes de dizer que uma nova onda de fato ocorrerá no Brasil. “Vejo com cautela, agora está vindo o frio lá na Europa, precisamos monitorar e avaliar.” Petry também destaca que há tempo de duração da vacina e que por isso é importante que a pessoas tomem as doses de reforço. “Depois de um tempo o efeito diminui, por isso, são altamente recomendadas”, diz.

Já para o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento, Alexandre Zavascki, o vírus ainda está presente é preciso atenção. “Estamos suscetíveis a um aumento sim, se vão chamar de nova onda não sei, mas não se observou um aumento grande de internações”, relata. Para Zavascki, a vacina é fundamental e continua sendo eficaz mesmo diante das variantes do vírus. “Nenhuma dessas cepas se mostrou capaz de evadir a proteção para doença grave que é conferida pelas vacinas.”

Situação estadual

No RS, pouco mais de 3 milhões de pessoas ainda não tomaram a dose de reforço, o que não representa nem dois terços, são pouco mais de 61% da população. “Este sim é um dado preocupante”, revela Bruno Naundorf, um dos diretores da Secretaria Estadual da Saúde do RS. Segundo ele o Grupo de Trabalho, o GT Saúde, formado ainda no início da pandemia, para conter o avanço da doença, ainda monitora e acompanha semanalmente o avanço do vírus no Estado, no país e no mundo. “Agora estamos com os números mais baixos de pacientes internados por covid em UTI, com apenas 23”, informa. Em janeiro deste ano, eram 153 casos graves de Covid-19 nas UTIs. Os leitos clínicos eram ocupados por 103 pacientes, 20 a mais que na quinta-feira.

 

Naundorf salienta que comparado ao auge, o quadro agora é tranquilo: “No pico, tivemos 2.621 pessoas nas UTIs gaúchas, ou seja, hoje é menos de 1%”. Ele observa que os óbitos caem e o mês de outubro foi o que registrou menor número de mortes pela doença no Estado, 51. “Esse número ainda pode ser atualizado, mas é provável que permaneça sendo o menor, já que em abril de 2020, o primeiro mês, tivemos 60 mortes”, prevê. FONTE: Correio do Povo




05/11/2022 – Grupo Guaramano

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