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Quase três anos após início da pandemia, número de leitos de UTI pelo SUS cresceu 34,8% no RS

Do início às fases mais críticas, a pandemia de covid-19 foi gerando modificações na estrutura hospitalar de todo o Brasil. Passados quase três anos da declaração feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é possível observar o legado que o período de tantos desafios deixou para o setor. No Rio Grande do Sul, o ganho vai além do conhecimento adquirido: entre março de 2020 e 2023, houve aumento de 34,8% no número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ofertados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma permanente. Em fevereiro de 2020, o Estado contava com 933 vagas de terapia intensiva na rede pública; agora, são 1.258.

Rio Grande do Sul ainda obteve um acréscimo na quantidade de respiradores disponíveis e de profissionais atuando em diferentes instituições de saúde. Especialistas da área consideram o saldo positivo, mas ainda insuficiente para atender toda a demanda das redes pública e privada.  

As 933 vagas de UTI do SUS foram contabilizadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em fevereiro de 2020. A partir de março, com o avanço da pandemia, os hospitais precisaram iniciar a abertura de novos leitos — um processo que foi ainda mais acentuado em março de 2021, quando os números de casos graves, internações e mortes decorrentes de coronavírus bateram recordes. Nessa época, o Estado chegou a ter cerca de 2,5 mil vagas públicas. Hoje, possui 1.258.

Bruno Naundorf, diretor do Departamento de Auditoria do SUS e coordenador do Comitê Científico do RS e do Grupo de Trabalho (GT) Saúde, informa que, no auge da pior onda da pandemia, a rede de saúde pública abriu 1.598 novos leitos, que foram distribuídos entre diferentes regiões do território gaúcho. 

— Foram leitos que conseguimos abrir porque realmente temos uma rede hospitalar robusta, com capacidade para dar conta dessa ampliação, que era necessária para aquele momento da pandemia. Com isso, conseguimos dar a retaguarda necessária — comenta Lisiane Wasem Fagundes, diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada (DGAE) da SES. 

A partir do avanço da vacinação contra a covid-19, contudo, os casos graves começaram a reduzir e, consequentemente, o número de internações também. Segundo Lisiane, nesse período, os leitos abertos de forma emergencial, que não estavam mais em uso, passaram a ser fechados: 

— São estruturas que têm um custo elevado, com uma alta tecnologia envolvida, e realmente precisam ser utilizadas. Então, teve início o encerramento desses leitos e começamos um movimento para que pudéssemos ficar com leitos ainda em um quantitativo que nos permitisse atender os indicadores que hoje nós temos e que o Ministério da Saúde utiliza, que é de um leito de UTI para cada 10 mil habitantes.  

Da ampliação ao longo dos dois primeiros anos de pandemia, o Estado mantém 325 novos leitos de UTI do SUS, que foram habilitados (ou seja, autorizados a funcionar de forma permanente) pelo Ministério da Saúde, destaca Naundorf. Assim, o número de vagas públicas passa dos 933 no pré-pandemia para os atuais 1.258. No painel de monitoramento atualizado diariamente pela SES, entretanto, o total de leitos é de 1.266 — a diferença se dá em função de oito vagas que seguem abertas, mas não serão habilitadas pelo governo federal. 

De acordo com dados disponibilizados pela SES, 30 municípios gaúchos de diferentes regiões foram beneficiados com estruturas que ficaram de legado. Porto Alegre é a cidade com maior número: são 40 leitos para adultos, divididos igualmente entre o Hospital de Clínicas e o Hospital Vila Nova. Santa Maria, na Região Central, ficou com 30 vagas, sendo quatro pediátricas, distribuídas entre duas instituições de saúde. Já hospitais de Canoas totalizam 20 novas estruturas, e de Pelotas, 18 (veja a relação no mapa abaixo).  

— Hoje, dos 1.266 leitos de UTI SUS que temos no Rio Grande do Sul, cerca de 30% estão em Porto Alegre. Mas houve uma interiorização de leitos em todas as fases de abertura de vagas. E, dos leitos novos que ficaram, grande maioria é no Interior. Então, houve uma mudança bem significativa, uma interiorização bem importante — ressalta Naundorf. 

fonte: ZH




22/02/2023 – Grupo Guaramano

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